27/02/2026 16h59
A juíza Vaneska de Araújo Leite, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do Cras Dona Preta, promoveu nos dias 24 e 26 de fevereiro uma roda de conversa sobre violência contra a mulher. A iniciativa reuniu participantes para um diálogo aberto e esclarecedor, com o objetivo de ampliar a conscientização, compartilhar informações e fortalecer a rede de apoio às vítimas.
Durante o encontro, a magistrada apresentou dados estatísticos atualizados sobre a violência de gênero no Brasil, ressaltando a gravidade do problema e a necessidade de mobilização social. Ela também explicou os diferentes tipos de violência previstos em lei - física, psicológica, moral, sexual e patrimonial - destacando que nem sempre as agressões deixam marcas visíveis, mas causam profundas consequências emocionais.
Outro ponto abordado foi o ciclo da violência, que geralmente começa de forma sutil, com comportamentos de controle, ciúmes excessivos e isolamento, evoluindo para agressões e, posteriormente, para a fase de reconciliação, o que muitas vezes dificulta o rompimento da relação abusiva.
A juíza enfatizou ainda a importância do acolhimento, tanto das vítimas quanto dos autores da violência, reforçando que o enfrentamento eficaz passa pela escuta qualificada, orientação adequada e ações que promovam responsabilização e mudança de comportamento. Em um bate-papo participativo, também foram discutidos conceitos como machismo e feminismo, esclarecendo equívocos comuns e reforçando que a busca pela igualdade de direitos é essencial para a construção de uma sociedade mais justa.
“A violência contra a mulher é uma das expressões mais perversas da desigualdade de gênero em nossa sociedade, e ações interdisciplinares organizadas entre instituições, como essas rodas de conversa ocorridas na Atlimarjom e no DAE, objetivam dar visibilidade ao tema, sensibilizar a sociedade para a realidade violenta que as mulheres brasileiras enfrentam, bem como conscientizar e contribuir para a desconstrução da cultura patriarcal e machista existente em nosso meio, que naturaliza o comportamento violento. Acredito no trabalho preventivo e educativo como instrumento para conter o aumento alarmante das estatísticas relacionadas à violência doméstica”, destacou a juíza.
Assessoria de Comunicação e Relações Públicas