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04/12/2017 14h28

Prefeitura de Catas Altas prepara Dia D de combate ao caramujo africano

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<p> A Prefeitura de Catas Altas est&aacute; organizando uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o no munic&iacute;pio no pr&oacute;ximo dia 7 de dezembro, quando acontecer&aacute; o Dia D de Combate ao Caramujo Africano na sede e no distrito do Morro D&rsquo;&Aacute;gua Quente.</p> <p> Na ocasi&atilde;o, acontecer&aacute; um mutir&atilde;o para que as equipes possam fazer a coleta e o descarte do material, convocando a comunidade a participar da a&ccedil;&atilde;o.</p> <p> Al&eacute;m do dia D, a Prefeitura est&aacute; conscientizando a popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de palestras nas escolas e estruturando os pontos de coletas da praga, que ficar&atilde;o dispon&iacute;veis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o no Centro de Refer&ecirc;ncia de Assist&ecirc;ncia Social (Cras) do Vista Alegre; no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) no Sol Nascente; na Quadra do bairro Santa Quit&eacute;ria; no Casar&atilde;o Dr. Moreira, no Centro; e no Posto de sa&uacute;de do distrito do Morro D&acute;&Aacute;gua Quente.</p> <p> Saiba mais:</p> <p> O caramujo-gigante-africano, Achatina fulica, &eacute; um molusco oriundo da &Aacute;frica. Ele tamb&eacute;m &eacute; chamado de acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano ou rainha-da-&Aacute;frica.</p> <p> Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 cent&iacute;metros de comprimento e 20 de altura. Sua concha &eacute; escura, com manchas claras, alongada e c&ocirc;nica. Al&eacute;m disso, sua borda &eacute; cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso pa&iacute;s na d&eacute;cada de 80, no Paran&aacute;, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa &eacute; maior que a destes animais. Levado para outras regi&otilde;es do Brasil, tal esp&eacute;cie acabou n&atilde;o sendo bem-aceita entre os consumidores, e tamb&eacute;m proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas provid&ecirc;ncias.</p> <p> Sem predadores naturais, tal fator, aliado &agrave; resist&ecirc;ncia e excelente capacidade de procria&ccedil;&atilde;o desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. S&oacute; para se ter uma ideia, em um &uacute;nico ano, o mesmo indiv&iacute;duo &eacute; capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.</p> <p> Al&eacute;m de destru&iacute;rem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o, e competir com esp&eacute;cies nativas &ndash; inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais s&atilde;o hospedeiros de duas esp&eacute;cies de vermes capazes de provocar doen&ccedil;as s&eacute;rias. Felizmente, n&atilde;o foram registrados casos em que essa doen&ccedil;a, em nosso pa&iacute;s, tenha sido transmitida pelo caramujo-gigante.</p> <p> <strong>S&atilde;o elas:</strong></p> <p> - Angiostrongylus costaricensis: respons&aacute;vel pela angiostrongilose abdominal, doen&ccedil;a que provoca perfura&ccedil;&atilde;o intestinal, de sintomas semelhantes aos da apendicite;</p> <p> - Angiostrongylus cantonensis: respons&aacute;vel pela angiostrongil&iacute;ase meningoencef&aacute;lica, de sintomas vari&aacute;veis, mas muitas vezes fatal.</p> <p> Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingest&atilde;o do parasita, seja pelo manuseio dos caramujos, ou ingest&atilde;o destes animais sem pr&eacute;vio cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como hortali&ccedil;as e verduras. Assim, &eacute; importante o uso de luvas ou sacolas de pl&aacute;stico ao manipular os caramujos, cozer antes se comer a sua carne, e desinfeccionar itens alimentares, lavando-os e deixando-os de molho de quinze minutos a meia hora, em aproximadamente uma colher de &aacute;gua sanit&aacute;ria para um litro de &aacute;gua.</p> <p> Quanto ao controle desse molusco, indica-se a cata&ccedil;&atilde;o manual dos indiv&iacute;duos e de seus ovos, colocando-os em dois sacos pl&aacute;sticos, com a posterior quebra de suas conchas antes de elimin&aacute;-los. Isso porque tais estruturas podem acumular &aacute;gua, sendo um criadouro em potencial para os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplica&ccedil;&atilde;o de cal virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em local longe de len&ccedil;&oacute;is fre&aacute;ticos, cisternas ou po&ccedil;os artesianos.</p>

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